15/02/2013

Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) seleciona crianças que possuem autismo para participarem de pesquisa com nova medicação.


FINALIZADAS AS INSCRIÇÕES!

A Dra. Michele Becker informa que não há mais vagas
para esta fase da pesquisa.
Informa, ainda, que se a pesquisa for adiante
(forem obtidos resultados positivos nesta fase), entrará em contato
novamente com a comunidade interessada.

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Considerando um dos principais objetivos do Instituto Autismo & Vida - incentivar a produção do conhecimento científico - divulgamos a todos os familiares de pessoas com autismo pesquisa que vem sendo realizada junto ao Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), na área de medicação para o autismo, conforme texto disponibilizado pela Dra. Michele Becker, solicitando a todos os envolvidos (pais, familiares e profissionais) apoio na divulgação da informação junto à comunidade interessada. 
O Instituto Autismo & Vida salienta que a pesquisa é de inteira responsabilidade do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), restringindo-se o Instituto à divulgação da informação à sociedade.

Instituto Autismo & Vida 
 


O Serviço de Neurologia Infantil do Hospital de Clínicas de Porto Alegre está realizado um estudo para avaliar possível efeito terapêutico de uma substância chamada peptídeo liberador de gastrina (GRP) em crianças com autismo.

O GRP é um peptídeo que age em várias áreas do organismo humano. Pesquisas prévias mostram que, no cérebro, ele atua em áreas que podem estar associadas ao autismo infantil (hipocampo e amígdala dorsal). Os pesquisadores e professores da UFRGS Dr. Gilberto Schwartsmann e Rafael Roesler realizaram estudos de modelo animal bloqueando a ação do GRP durante o período neonatal  e verificaram que esses animais desenvolviam na vida adulta sintomas compatíveis com o transtorno do espectro autista, que foram a diminuição da interação social e do apego.

Os pesquisadores sugerem que a falta de ação do GRP possa estar envolvido na gênese do autismo.

Em 2012, foi realizado no HCPA um estudo inicial com a participação de 3 crianças autistas. Estas receberam o GRP endovenoso durante 4 dias e tiveram os sintomas do espectro autista avaliados antes e após as infusões através de questionário (Childhood Autism Rating Scale-CARS). A pesquisa foi realizada pela equipe de neurologia infantil do HCPA, sob a coordenação do professor Rudimar Riesgo.

As três crianças apresentaram melhora em alguns sintomas do espectro (principalmente compulsões, interação social e atenção compartilhada), embora em uma delas a melhora tenha sido muito modesta. Nenhuma delas apresentou qualquer efeito adverso.

O HCPA está selecionando crianças autistas para uma segunda fase do estudo, que envolverá um número maior de crianças. Os critérios de inclusão são idade entre 3 e 18 anos, autismo primário (não secundários a outras doenças), devendo ter neuroimagem (tomografia de crânio ou ressonância magnética) e investigação genética normais.

Os interessados em participar da pesquisa ou em obter maiores esclarecimentos sobre a pesquisa devem entrar em contato com a neurologia infantil do HCPA (Dra. Michele Becker) pelo telefone (51) 33598486 ou pelo e-mail michelemb@terra.com.br.


Dra. Michele Becker

8 comentários:

  1. Meu filho usou e foi surpreendente ver ele responder aos olhares, carinhos, abanos da equipe. Percebemos que no período do uso da substância ele estava ali, com olhar concentrado. Não sei se é uma cura, mas com certeza ameniza os sinais do autismo. É uma esperança real. Agradecemos a equipe maravilhosa da Dr. Michele.

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  2. O acompanhamento terapêutico para crianças autistas, confiram na página do Facebook:
    https://www.facebook.com/rondonrosaat?fref=ts

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  3. Tenho um afilhado de dois anos que não fala não brinca de uma maneira normal com carrinhos e bolas ele fica girando-as e me parece avesso a contato físico e visual,dificilmente responde quando chamado e só andou com muita insistência da avó materna. Como faço para ajuda-los a conseguir um diagnóstico?

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  4. A pesquisa que deu certo e meu filho Lu participou

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  5. Gostaria de saber como fazer exames para ver se minha neta tem autismo, ela nasceu com 480 g e 22 cm, ficou internada no hospital da Neo-natal da PUC 3 meses, até pegar peso, ficou tratando lá até os dois anos, depois, depois enviaram para consultar no posto de saúde, outo dia uma médica da PUC entrou em contato, e veio fazer uma pesquisa para ver o desenvolvimento dela, veio com outro Dr. na residencia fez questionário e não entrou em contato mais. Minha neta tem 4 anos e tem atraso de sociabilização, não fala quase, tudo atrasado, demorou pra gatinhar, para falar e andar, usa bico, usa fraldas, e quando vai as consultas da pediatra, grita e não deixa pediatra examinar, parou de comer e só mama, não sei, ela parece com traços de autismo, não sou médica, mas trabalhei na área de saúde, tenho quase certeza.

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