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26/09/2014

Como foi a 4ª Edição do Ciclo Permanente de Palestras do Instituto Autismo & Vida

Foi um feriado mais do que especial para o Autismo & Vida o do dia 20 de setembro de 2014. No último sábado, realizamos a 4ª Edição do Ciclo Permanente de Palestras Sobre o Autismo no Teatro CIEE, em Porto Alegre. Um encontro que reuniu 113 inscritos, entre pais, mães, profissionais e estudantes interessados em debater e conhecer mais sobre o Espectro do Autismo e uma inovadora abordagem terapêutica para o autismo: o Modelo SCERTS.

Na primeira palestra, apresentada pela Profª Dra. Newra Tellechea Rotta, falamos sobre a situação atual do diagnóstico, comorbidades, genética e tratamentos possíveis. Em um segundo momento, a fonoaudióloga Mônica Accioly apontou para os presentes os benefícios do Modelo SCERTS de tratamento para o autismo.

Agradecemos a todos os inscritos e também aqueles que não puderam inscrever-se pelo carinho e interesse. Abaixo você pode fazer o download gratuito das apresentações das palestrantes.

Clique aqui para baixar o PDF da palestra de Newra Tellechea Rotta.

Clique aqui para baixar o PDF da palestra de Mônica Accioly.

Até o próximo Ciclo de Palestras do Autismo & Vida!




10/09/2014

Reunião de Pais, Familiares e Colaboradores | 13/09 | Interagindo com a criança autista: método Denver

No dia 13 de setembro (sábado), haverá em nossa Reunião de Pais, Familiares e Colaboradores uma apresentação do método Denver de tratamento como uma forma de interação com a criança com autismo. 

O evento é aberto para todos que quiserem trocar ideias sobre o método Denver e o autismo em geral. Esperamos por vocês, a partir das 14h, na AMRIGS, nesse próximo sábado. Não é necessário inscrever-se previamente.

Evento gratuito
Data: 13/09, sábado
Hora: das 14h às 17h
Local: AMRIGS - Avenida Ipiranga, 5311, em Porto Alegre (RS)

O que é o modelo Denver?

O Early Start Denver Model (ESDM) é uma intervenção precoce para crianças com transtornos do espectro autista, baseada no relacionamento e voltada principalmente para crianças de 12 a 48 meses. O objetivo do ESDM é promover o desenvolvimento da criança com TEA em todos os domínios afetados pelo autismo (principalmente o sócio-emocional, o cognitivo e a linguagem), diminuindo a frequência e a intensidade dos sintomas observáveis. 

O programa utiliza um currículo de desenvolvimento, que define as competências a serem trabalhadas com a criança, e um conjunto de técnicas de ensino para atingir estes objetivos. O programa pode ser conduzido em pequenos grupos ou em sessões individuais de terapia, por profissionais ou pelos pais, em clínicas, escolas ou na casa da criança.

As principais características incluem o seguinte:

• Sensível a sequência normal de desenvolvimento
• Envolvimento amplo dos pais
• Foco em trocas interpessoais e afeto positivo
• Envolvimento do par adulto-criança em atividades conjuntas
• Linguagem e comunicação trabalhados com base em uma relação afetiva positiva

Quem pode se beneficiar do Denver? O que dizem as pesquisas?


O Denver é o único modelo de intervenção precoce abrangente que foi validado em um estudo clínico randomizado para crianças com autismo a partir de 18 meses de idade. A eficácia do método foi demonstrada em crianças com transtorno do espectro autista (TEA) e uma ampla gama de estilos de aprendizagem e habilidades. Mesmo crianças com dificuldades significativas de aprendizagem se beneficiaram significativamente do programa. Um ensaio clínico randomizado publicado na revista Pediatrics mostrou que as crianças que receberam a terapia ESDM por 20 horas por semana (15 horas por terapeutas treinados, cinco horas por pais) em um período de 2 anos tiveram ganhos importantes nas habilidades cognitivas, de linguagem e de comportamento e menos sintomas de autismo do que as crianças que receberam um tratamento padrão disponível em suas comunidades.

17/06/2014

Resumo da Reunião de Pais, Familiares e Colaboradores do IA&V | 14/06

No último sábado, dia 14 de junho de 2014, estivemos reunidos para mais uma reunião de pais, familiares e colaboradores do Instituto Autismo & Vida com o objetivo de discutir e informar sobre a Inclusão Escolar. Na ocasião, o público foi brindado com a participação das professoras Candice Gelpi e Madebe Schmidt que apresentaram um pouco de seu trabalho, experiência e prática na educação de crianças com autismo.



Tivemos a oportunidade de conhecer experiências bem sucedidas de inclusão escolar em contextos diferenciados, como a escola pública e a escola particular; e com crianças com perfis diversos, por exemplo, crianças que usam a fala ou não são oralizadas e que ingressaram no sistema educacional na idade adequada ou tardiamente. Ficou latente que a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças com TEA é sempre possível e que um professor sensível e interessado pode fazer uma grande diferença.



Foi um momento também de esclarecimento, partilha e trocas juntamente com as sócias, Fausta Cristina Pádua Reis e Renata Costa de Sá Bonotto, que em um segundo momento se juntaram às professoras Candice e Madebe para ouvir e responder às perguntas dos participantes.



Encerramos a reunião com a convicção de que a despeito dos obstáculos e dificuldades inerentes à dinâmica do processo de inclusão escolar, há imensas possibilidades e oportunidades, o que muito nos anima e traz esperança.

Agradecemos a colaboração das professoras por seus relatos e dedicação, a participação de todos os presentes (mesmo com a chuva!), e muito especialmente à estudante Luíza Mattos, voluntária no acolhimento das crianças; assim nos fortalecemos para continuar no cumprimento de nossa missão institucional.




23/03/2014

Dia "A" | 6 de abril | Programação Autismo & Vida

Criado pela ONU, o 2 de abril é marcado como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo para que as cerca de 70 milhões de pessoas com autismo no mundo possam viver sem o olhar constante do preconceito por falta de informação. O Instituto Autismo & Vida, instituição de Porto Alegre atuante no Rio Grande do Sul, desde 2011 organiza uma programação especial para o Dia "A" – como é chamado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo.

Nesse ano, as atividades serão realizadas no domingo do dia 6 de abril, no Parque da Redenção. Das 9h às 14h, os voluntários do IA&V estarão em um estande divulgando informações, trocando ideias com o público e desenvolvendo atividades com as crianças. Às 11h, está prevista a tradicional caminhada que vai deixar o Parque colorido de azul, a cor símbolo do autismo. Diversos prédios e monumentos de Porto Alegre foram convidados a iluminarem-se de azul entre os dias 01 e 07 de abril. Em 2013, no Estado inteiro, vários prédios públicos e privados aderiram à proposta, sinalizando sua sensibilidade à causa. Entre eles, o Palácio Piratini, o Palácio Farroupilha, a FADERS, a Sede da OAB-RS, o Hospital da Santa Casa, o Museu Iberê Camargo, em Porto Alegre, e vários outros em Viamão, Canoas e Montenegro.


Participe!





21/03/2014

Curso realizado pela Associação Pandorga em São Leopoldo

ESTE EVENTO NÃO ESTÁ SENDO PROMOVIDO
PELO INSTITUTO AUTISMO & VIDA

Salientamos que o evento é de inteira responsabilidade da entidade acima mencionada, restringindo-se o Instituto Autismo & Vida à divulgação da informação à sociedade, em cumprimento ao objetivo institucional de disseminar informações sobre o autismo.

Nos dias 24 e 25 de maio, será realizado em São Leopoldo pela Associação Pandorga o curso "Como desenvolver os comportamentos desejáveis em crianças com necessidades especiais e Relation Play". Vera Juhlin, mestre em Pedagogia Especial pela Escola de Professores da Universidade de Estocolmo/Suécia, vai conduzir a capacitação de educadores, profissionais e familiares.

O curso será realizado nas Faculdades EST (Auditório Dr. Ernesto Schlieper - Prédio S, Rua Amadeo Rossi, 467 – Morro do Espelho, São Leopoldo/RS) e terá duração de 20 horas/aula. Haverá certificado de atualização emitido pela Associação Pandorga para quem frequentar 75% das atividades. Confira abaixo informações relacionadas ao custo:

Até 14 de abril de 2014:  Duas opções: depósito único de R$ 160 ou 
duas parcelas de R$ 80 cada, sendo a primeira até 14 de abril e a segunda até 14 de maio;

Após 14 de abril: Só uma opção: depósito único de R$ 160;

Após 05 de maio: Depósito único de R$ 200.

Programação completa:

Sábado (24 de maio)
"Como desenvolver os comportamentos desejáveis em crianças com necessidades especiais"

08:00 - 09:00 Exposição sobre o conceito de reforço positivo
09:00 - 10:00 Exercícios em grupos e em plenário sobre Técnica da cobra
10:00 - 10:15 Intervalo
10:15 - 11:00 Técnica de reforço para todos os alunos da sala e técnica do sistema de “bônus”
11:00 - 12:00 Técnica do quebra-cabeça
12:00 - 13:00 Intervalo
13:00 - 18:30 Exercícios em grupos e em plenário sobre como trabalhar com
comportamentos desadaptativos

Domingo (25 de maio)
"Relation Play" - técnica de movimentos que desenvolve a comunicação, a autoconfiança e a alegria dos movimentos

08:00 - 09:00 Conceito de Relation Play, histórico
09:00 - 10:00 Apresentação e análise dos Movimentos Sherborne
10:00 - 10:15 Intervalo
10:15 - 11:00 Filme sobre Relation Play com crianças suecas com 
autismo, da classe de 6 anos, juntamente com seus pais
11:00 - 12:00 Execução dos Movimentos Sherborne / Relation Play
12:00 - 13:00 Intervalo
13:00 - 14:00 Movimentos Sherborne: exercícios práticos
13:00 - 14:00 Intervalo
13:00 - 14:00 Planejamento de aulas envolvendo histórias com Relation Play e Apresentação aos demais alunos

Procedimento de inscrição:

  1. Consulte o site www.pandorgaautismo.org para verificar se ainda há vagas.
  2. Deposite o valor do seu Investimento: Banco do Brasil – Ag. 0185-6 – c/c 48798-8 (Associação Mantenedora Pandorga).
  3. Envie para Pandorga Formação, através do e-mail pandorga.formacao@terra.com.br :
  4. - a ficha de inscrição devidamente preenchida (clique aqui para baixá-la),
  5. - cópia do comprovante de depósito a que se refere o ponto 2.
  6. Aguarde confirmação da matricula por e-mail.
Hospedagem e transporte:

O curso não oferece alojamento e alimento para os participantes que não moram em São Leopoldo. Mas a Associação Pandorga oferece um certo número de bolsas de viagem, para facilitar o acesso ao curso para professores e professoras que vivem a grandes distâncias do local. Podem candidatar-se a uma bolsa de viagem professores e professoras que atuam em instituições de ensino e residem no Rio Grande do Sul, a mais de 100 km de distância de São Leopoldo. As instituições podem apenas inscrever um educador cada uma até o dia 14 de abril. O resultado da distribuição das bolsas de viagem será divulgado até o dia 21 de abril. Clique aqui para fazer o download do formulário de solicitação de bolsa de viagem e enviar para o e-mail pandorga.formacao@terra.com.br.

Mais informações:

pandorga.formacao@terra.com.br

18/03/2014

Resumo da Reunião de Pais, Familiares e Colaboradores do IA&V | 15/03

Neste sábado, 15 de março, o Instituto Autismo & Vida reabriu as portas ao público na Reunião de Pais, Familiares e Colaboradores, marcando, assim, o início dos trabalhos referente ao ano de 2014. Na AMRIGS, pais, profissionais, tios, avós, padrinhos e cuidadores de pessoas com autismo puderam trocar ideias e compartilhar um pouco das dúvidas sobre os temas: "Desafios e Possibilidades da Inclusão Escolar" e "Ensinando Habilidades da Vida Diária". Houve muita troca em um clima muito informal e acolhedor. As mães, pesquisadoras e profissionais Cláudia Zirbes, Renata Bonotto e Fausta Cristina Reis, que são também sócias da instituição, conduziram a reunião.


Foto: Tiarles Martins da Silva

O que marcou este reinício foi, principalmente, o desejo claro de compartilhar informações de qualidade e contribuir para que o autismo seja mais aceito, consiga ser bem conduzido, melhorando com isso a qualidade de vida das famílias e indivíduos com autismo. Por isso existe o Instituto Autismo & Vida! Foi com este propósito que um grupo de pais se reuniu há quatro anos atrás, decididos a engajar-se neste causa de forma voluntária. Tem dado certo, em cada reunião, em cada palestra, em cada bate-papo temos tido o privilégio de receber a satisfação de fazer a diferença na vida das pessoas, que é o que nos remunera e recompensa por nossos atendimentos gratuitos. Aprendemos muito, ajudamos e somos ajudados; sobretudo, fazemos a nossa parte. Que tenhamos um ano fantástico! Nos encontramos em breve, nos eventos alusivos ao Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo! Fique atento à nossa programação e junte-se a nós! Na Semana Estadual do Autismo (01 a 07 de abril), vista-se de azul, ilumine a sua casa de azul!

27/08/2013

Dia 01/09, às 11h: MOBILIZAÇÃO NACIONAL PELO CUMPRIMENTO DA LEI 12.764/12, em Porto Alegre/RS.

Instituto Autismo & Vida convida todos seus apoiadores para mobilização pelo cumprimento da Lei 12.764/12 (Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista).
 
Dia 01/09/13 - domingo, às 11h
Parque Germânia, nas proximidades do lago.
Venham todos, de azul. Tragam as crianças e o chimarrão!
Precisamos mostrar força e unidade, esta mobilização é nacional!
Aguardamos todos, pois "juntos somos mais fortes".
 

09/08/2013

Dia dos Pais






Por Sergio Ferreira, membro fundador do Instituto Autismo e Vida e pai do Mateus, autista de 18 anos.



Pai Presente
 

A cada dia dos pais, tenho um misto de sentimentos. A felicidade de ser pai é uma das maiores alegrias que eu poderia ter na vida. Porém, também tenho uma certa tristeza, pois um dos meus amados filhos é autista. 

O fato do Mateus, agora com 18 anos, ser um autista não verbal de grau severo, não diminui em nada o amor que sinto e o orgulho que tenho dele. Orgulho de coisas simples, que, aos poucos, ele foi conquistando. Atualmente, Mateus se alimenta  bem,  dorme bem, frequenta escola especial e se comunica bem através do olhar. Alegro-me em ver o meu filho indo a concertos da OSPA ou ao cinema e aproveitando as atrações. Fico feliz de poder almoçar tranquilamente em restaurantes com ele e de viajar com toda a família, sem que ele se desorganize. Como falei, são coisas muito simples, mas que eram desafios quando o Mateus era pequeno — e que ainda devem ser para muitos que tem seus filhos autistas pequenos. 

Porém, não ter podido desfrutar de tudo que eu sonhava quando ele começou a dar seus primeiros passos me entristece. Todo pai sonha em jogar futebol com seu filho, ensiná-lo a torcer pelo time do coração, levá-lo ao estádio, etc. Isto gerou uma certa frustração. Tudo caiu por terra quando soubemos do diagnóstico, há 16 anos. Foi um tempo de dor e de muitas lutas. Mas o viver é agora. E hoje, sinto-me muito feliz com os progressos que o Mateus tem feito, apesar das limitações que ele ainda apresenta. Procuro ser um pai presente, acompanhar o desenvolvimento dos meus filhos, orientá-los e protegê-los em amor.

E o futuro? O futuro pertence a Deus. Entretanto, com certeza, esta é uma das maiores preocupações de quem tem um filho autista. Vislumbro, com otimismo, a possibilidade de que todos que estão engajados na luta pelo direitos dos autistas, através de entidades como o Instituto Autismo e Vida, encontrarão um futuro melhor para nossos filhos.




15/04/2013

IV Encontro de Familiares promovido pela Rede Gaúcha Pró-Autismo, em Farroupilha/RS.

No sábado (13), realizou-se o IV Encontro de Familiares promovido pela Rede Gaúcha Pró-Autismo (RGPA) em Farroupilha/RS.

Com programação direcionada às questões legais envolvendo os direitos das pessoas com autismo, o encontro contou com a palestra da Defensora Pública de São Paulo, Renata Flores Tibyriçá, que discorreu sobre a sanção da Lei nº12.764/12, que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Autismo, assim como sobre os vetos da Presidente da República.


As associações integrantes da RGPA e presentes no encontro, em um primeiro momento, apresentaram-se e discorreram sobre suas principais atividades, dificuldades e perspectivas. Estiveram presentes presidentes, vice-presidentes e sócios da AMA Farroupilha, AMA Rio Grande, AMA Vale dos Sinos, Aquarela (Erechim), Autismo & Vida (Porto Alegre e Grande Porto Alegre), Pandorga (São Leopoldo) e Quirón (Santa Maria).

Durante a tarde, os presentes reuniram-se em grupos, a fim de analisar, propor ajustes e novas questões a serem contempladas na atualização da "Cartilha Direitos das Pessoas com Autismo", produzida pelos Núcleos Especializados da Infância e Juventude,de Combate à Discriminação, Racismo e Preconceito; bem como do Idoso e da Pessoa com Deficiência da Defensoria Pública do Estado de São Paulo.

Originalmente, a cartilha teve como alvo o Estado de São Paulo e, a partir de agora, o intuito é atualizar o documento para torná-lo um documento para referência em todo o país. Foi um trabalho bastante produtivo, com debates e sugestões de alterações e ampliação. Foram entregues sínteses por escrito à Defensora Pública Renata Flores Tibyriçá, sendo também uma oportunidade para que os participantes obtivessem mais esclarecimentos sobre os direitos e trâmites legais.

Em reunião paralela, representantes de cada associação reuniram-se para deliberar sobre estratégias, coordenação e articulação da Rede. Os representantes reafirmaram seu interesse pela manutenção e fortalecimento da Rede Gaúcha Pró-Autismo ("Juntos Somos Mais Fortes") e foram agendadas as datas de encontros de trabalho para este ano, além da definição pelo funcionamento por meio de um grupo gestor.

O Instituto Autismo & Vida se fez presente pelo seu vice-presidente, Airto Madalozzo, bem como pelas sócias Claudia Meyer (cofundadora e integrante do Grupo Gestor da Rede) e Renata Bonotto (Presidente do Comitê Científico do IAV) e pelas colaboradoras Dora Salton e Vanessa Sorgatto Kuyven. 

Desse encontro, saímos renovados e fortalecidos na disposição de lutar pela causa do autismo!

Agradecemos especialmente à Elaine Zanella Bartelle, da AMA Farroupilha, pela organização do encontro;  à Defensora Pública Renata Flores Tubyriçá, pela disponibilidade; e ao Moderador da RGPA Nelson Kirst, pela dedicação.




05/03/2013

Contribuição do Instituto Autismo & Vida à "Linha de Cuidado para Atenção Integral à Saúde das Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo e suas Famílias no SUS".


Abaixo, divulgamos a contribuição realizada pelo Instituto Autismo & Vida em relação à Consulta Pública nº 1, de 31 de janeiro de 2013, por meio da qual o Ministério da Saúde submeteu - para análise e sugestões da sociedade em geral - a criação da "Linha de Cuidado para Atenção Integral à Saúde das Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo e suas Famílias no SUS".

Instituto Autismo & Vida
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SUGESTÕES do Instituto Autismo & Vida à criação da "Linha de Cuidado para Atenção Integral à Saúde das Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo e suas Famílias no SUS": 

O documento disponível para consulta é relevante considerando que se propõe a apresentar informações adequadas sobre o Transtorno do Espectro do Autismo (doravante, TEA) como norma e manual técnico com status oficial do Ministério da Saúde. Em decorrência disso, é de fundamental importância também que esse material contenha informações atualizadas e que reflitam o estado de conhecimento atual sobre o TEA, esclareça os pontos de divergência - e ainda não suficientemente conhecidos -, bem como ofereça bibliografia de referência ampla que possa possibilitar o aprofundamento dos estudos por profissionais da rede pública que necessitem e se interessem pela temática.

O texto foi organizado por um grupo de trabalho que pesquisou e reuniu informações em três grandes áreas: (1) Definições e caracterizações do TEA; (2) Avaliação e diagnóstico e (3) Diretrizes para o cuidado. Fica visível na leitura que se faz ainda necessário buscar uma coesão do conteúdo e contextualização para que contemple as especificidades do TEA apenas. A nossa expectativa é que o Ministério da Saúde, a partir das contribuições disparadas pela Consulta Pública, possam lançar de outras colocações pertinentes que enriqueçam e deixem o produto final mais afinado.

As contribuições a seguir remetem ao texto propriamente dito, com a sinalização de aspectos que poderiam ser revistos conforme o capítulo e seção em que se encontram.

Introdução
Saúde como direito e o SUS (página 8)

A sessão não menciona jovens e adultos. O texto faz referência apenas ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Seria importante incluir e referir outros textos legais (Declaração de Salamanca, Lei n° 12.764/2012 recém aprovada) que amplia a proteção a toda e qualquer pessoa com autismo. Textos legais são referenciados ao fim (página 72 a 75), mas poderiam ser mencionados aqui ou apenas lá.
O uso de termo Transtorno do Espectro do Autismo e pessoa com autismo  deveria estar padronizada em todo o documento, em vez de termos como o/a autista.

A Reforma Psiquiátrica e a Rede de Atenção Psicossocial

Essa seção é pouco relevante e está deslocada. Deveria ser mais explícita em sua relação com o TEA ou ser retirada do documento, pois nada acrescenta em termos de informações que possam ser úteis ou práticas para os profissionais do SUS.

A Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência

Falta nessa seção uma contextualização em relação ao TEA. Do modo que está redigido coloca o TEA completamente no campo da deficiência intelectual e aqui cabem algumas ressalvas. A Lei 12.764/2012 diz que “a pessoa com transtorno do espectro do autismo é considerada pessoa com deficiência para todos os efeitos legais”. Para todos os efeitos legais da lei não implica que a pessoa com autismo invariavelmente tenha deficiência intelectual. Muitas pessoas não apresentam nenhuma deficiência (intelectual) e vêm a descobrir que estão dentro do espectro do autismo quando já estão adultas. Há pessoas com autismo com famílias constituídas e empregos estáveis.
Deveria estar melhor explicado (como ressalta na página 14, 4º parágrafo) que deficiência intelectual para designar o TEA é um tema controverso. Por que é controverso? Isso deveria constar.

Capítulo 1
1.1. Precussores do Transtorno do Espectro do Autismo

A maior parte das referências são antigas. O livro “Autism Spectrum Disorders – From Genes to Environment” publicado em 2011 e disponível online em: http://www.intechopen.com/books/autism-spectrum-disorders-from-genes-to-environment oferece uma referência mais atual e importante, inclusive com a participação do professor e pesquisador brasileiro Rudimar dos Santos Riesgo do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e da Faculdade de Medicina da UFRGS).
Possivelmente, é relativamente desnecessário explanar tão a fundo sobre o trabalho de Leo Kanner (o que segue também na sessão seguinte). O trabalho dele é seminal e tem achados importantes, mas abriu brechas para muitos mal-entendidos (que até hoje perduram) e está desatualizado em muitos aspectos.
O texto apresenta várias condições: autismo, psicose, esquizofrenia, demência... Sugiro deixá-lo mais enxuto e suprimir alguns parágrafos e, por fim, especificar bem claramente que TEA não é psicose ou esquizofrenia... Apesar dessa afirmação constar, não é suficientemente explícita e pode deixar dúvidas do modo como está redigida: “A partir de 1943, os conceitos de Transtorno do Espectro do Autismo, psicose e esquizofrenia se confundiriam e seriam usados de maneira intercambiável durante muitos anos, o que atualmente foi superado” (p. 17). Em 1943, o conceito de TEA sequer exista. Melhor seria: Os conceitos de Transtorno do Espectro do Autismo, psicose e esquizofrenia foram usados como sinônimos se confundiram durante muitos anos, mas atualmente sabe-se que representam condições distintas.

1.2. O nascimento do Transtorno do Espectro do Autismo e as diferentes concepções sobre o transtorno

Há explicações demasiadas sobre o trabalho de Kanner (com ênfase desnecessária no distúrbio de contato afetivo com a mãe) enquanto se refere ao trabalho de Lorna Wing (1981) apenas na página 23 e de forma muito superficial. O trabalho de Lorna Wing, no entanto, estabelece a noção do espectro e da tríade de comprometimentos do autismo (interação social, linguagem e comportamento) que é a base para avaliação e diagnóstico atualmente. Essa pesquisadora traz para o campo de estudos sobre autismo uma perspectiva radicalmente diferente daquela de Leo Kanner e o deslocamento do entendimento do autismo como um distúrbio afetivo para o seu entendimento como um distúrbio cognitivo. 
Não há no documento textos referências que discutem fatores neurobiológicos ou descobertas recentes do campo da neurociência[1]. Essas têm sinalizado que o cérebro é plástico e que no TEA verificam-se alterações dos circuitos neuronais que impactam os processos cognitivos básicos como atenção – impactando a coordenação, atenção conjunta e input para a uso da linguagem – e a percepção – impactando a acomodação e integração sensorial[2].
É necessária uma explicação mais organizada e direta sobre a evolução do termo TEA face a termos ainda existentes (autismo infantil, Transtorno Invasivo do Desenvolvimento, Transtorno Global do Desenvolvimento etc.. e como hoje nos encaminhamos apenas para o uso único do termo TEA com o DSM V). Isso aparece na página 24, mas mereceria uma sessão destacada.
É necessária também uma melhor explicação sobre as colocações referente a autismo no CID e no DSM, porque esses documentos são importantes no setor público e no campo da saúde quando se trata de obtenção de laudos, obtenção de medicação, reclamatórias judiciais etc..
A classificação do TEA como transtorno mental deveria estar melhor discutida, pois é controversa. TEA está mais para transtorno do desenvolvimento e em muitas pessoas com TEA seria mais adequado dizer que há diferenças e limitações do que um transtorno mental. Portanto, afirmar que "os TEA estão incluídos entre os transtornos mentais de início na infância" (página 26, último parágrafo) não seria – em princípio - adequado. Há médicos que argumentam que tecnicamente TEA não é um transtorno mental.
Essa seção carece ainda de melhor explicação sobre a noção de espectro, severidade, fala-se sobre  comorbidades, mas não sobre a possibilidade de casos de autismo secundário (autismo sindrômico x não sindrômico). Falta remeter à pagina 49, onde há informações sobre as classificações.

1.3. Os transtornos do espectro do autismo como “transtornos mentais”
1.4. Os transtornos do espectro do autismo como “transtornos do desenvolvimento”

Essa seção é pequena, pouco desenvolvida e ainda perpassada por uma visão controversa. Lê-se: “O conceito de transtorno do desenvolvimento foi introduzido, portanto, para caracterizar os transtornos mentais da infância que apresentam tanto um início muito precoce quanto uma tendência evolutiva crônica. Os Transtornos do Espectro do Autismo se enquadram bem nessa categoria, uma vez que são condições clínicas de início na primeira infância e com curso crônico. Dessa forma, a síndrome autista manifestada pela criança pequena costuma persistir no decorrer da vida, em que pesem as possibilidades de melhora clínica e funcional ao longo do tempo.” (p. 28 e 29)
Pesquisas recentes têm ressaltado que o diagnóstico seguido de intervenção precoce intensa pode resultar em ganhos significativos para o funcionamento futuro de uma criança com TEA. Recentemente, divulgou-se pesquisa mostrando que a intervenção precoce normalizou o funcionamento cerebral em crianças[3]. Dados como esses sinalizam a possibilidade de conceber o TEA, para além do paradigma do déficit e da deficiência grave e permanente.

Capítulo 2
Impressões gerais:

Apesar de concordar com algumas colocações, é um capítulo excessivamente norteado pelo viés psiquiátrico e com ênfase no transtorno metal. Com tanta ênfase no transtorno metal, o documento abre a brecha para que a intervenção central para o TEA seja  a psiquiatria ou psicologia e todas as outras áreas com papel acessório. Não se nega em absoluto a contribuição e participação daqueles profissionais, contudo, há que se avaliar conforme as características, faixa etária e nível de desenvolvimento da pessoa com autismo, as intervenções que poderiam trazer maior benefício a ela e sua família no momento em que o diagnóstico ou o cuidado na Rede Pública tem início.
Apesar de no capítulo anterior ter falado do TEA como um transtorno do desenvolvimento, aborda muito pouco e superficialmente (página 46, tabela) alguns marcos do desenvolvimento e sem referências.  Nada é mencionado sobre o desenvolvimento neuropsicomotor ou sobre a alteração nos processos cognitivos básicos, como já mencionado.
De forma preponderante, a visão subjacente do TEA parece estar alicerçada prioritariamente no paradigma do déficit e, portanto, há o risco de que o próprio documento contribua para a promoção de uma atitude de subestimação para com as pessoas com TEA na rede de saúde pública, enquanto também deixa de considerar aquelas pessoas que estão no espectro do autismo e possuem um bom funcionamento cognitivo ou acima da média. Caso elas recorram ao SUS, por exemplo, encontrariam acolhida ou resistência para o recebimento de atenção no âmbito da linha de cuidado?  Evidencia-se a possibilidade de que - se a visão do documento é restrita e se não oferecer informações suficientemente abrangentes para a avaliação, diagnóstico e intervenção independente do nível de funcionamento intelectual e cognitivo da pessoa com autismo – possa gerar exclusão.
Ainda, há um enfoque claro no atendimento envolvendo crianças apenas, todas as outras faixas etárias estão desconsideradas, ou não abordadas, como se lê no trecho: "É importante que o processo diagnóstico seja realizado por profissionais com domínio clínico, que tenham alguma experiência com crianças com patologias importantes e que não se limite à pura aplicação de testes e exames" (página 38).
Nesse momento, o poder público se propõe a destinar maior atenção às crianças; PORÉM, é importante lembrar que há uma “dívida”que precisa ser resgatada. A linha de cuidado deve prever atenção para todos a despeito de faixa etária.
Ficou destacado e repetido no texto que "não se define diagnóstico... antes dos três anos". Isso pode ser problemático, pois dá brecha para limitar a atenção e tratamento precoce. Há famílias que notam muito cedo, ainda antes do primeiro ano de vida que há algum problema. Essas deveriam ser, de imediato, orientadas e acompanhadas – em vez de serem mandadas para casa com a orientação de retornarem só quando a criança tiver 3 anos ou, na ausência de um diagnóstico fechado, receberem atendimento restrito (em vez de integral). Nos EUA, usa-se a expressão "risco de autismo".
Quanto ao texto pontualmente:

Capítulo 2
Avaliação e diagnóstico dos Transtornos do Espectro do Autismo

Esclarecimentos e advertências dizem respeito às avaliações e diagnósticos em geral que muitas vezes, não se aplicam a TEA. Por exemplo: “O primeiro componente é o processo diagnóstico, que inclui todas aquelas atividades exercidas pelos profissionais de saúde com o objetivo de compreender, de forma abrangente e detalhada, a natureza das dificuldades de um sujeito singular. O resultado final desse processo é a construção de uma narrativa aberta a respeito desse sujeito, procurando relacionar seu passado e seus problemas atuais com as possíveis causas subjacentes, sejam estas internas – biológicas ou psicológicas – ou relacionadas ao seu contexto de vida – ecológico ou social (pág. 30, grifos nosso).
Nos TEA, a natureza das dificuldades relacionam-se invariavelmente com a tríade: comunicação, interação social e comportamento. Seria interessante partir daí para entender as especificidades de cada pessoa com autismo. No entanto, não há alusão a isso ou nada parecido para nortear a formulação do diagnóstico.
Deveria haver uma orientação mais pontual para a construção dessa "narrativa" pelos profissionais da saúde. A CARS, escala já validada para a população brasileira, por exemplo, poderia ser um norte para a elaboração da narrativa, não necessariamente pela pontuação, mas pelos detalhes que poderiam ser obtidos da entrevista, observação ou relato de pais e cuidadores, já que a CARS é dividido por áreas que dizem respeito ao desenvolvimento (imitação, coordenação, linguagem receptiva, expressiva...)[4]
Evidencia-se demasiado alongado e pouco práticas as explicações confrontando diagnóstico e classificação dos TEA. Há o reconhecimento de limitações no DSM-IV e a CID-10, perceptíveis na leitura, mas não adequadamente destacadas na redação, ou se são, não oferecem concretamente diretrizes para o diagnóstico de modo mais pontual. O texto é confuso – é mais útil como explanação, mas limitado em termos de sugestões de aplicações práticas – que é o que os profissionais da saúde carecem.
Parece de difícil entendimento o trecho:  " os transtornos mentais – incluindo os transtornos do espectro do autismo – representam, na verdade, síndromes psicopatológicas e não entidades clínicas autônomas."
Em seguida afirma: "As abordagens dimensionais oferecem muitas vantagens e são bastante utilizadas nos testes de inteligência, nas escalas de avaliação funcional e nas escalas de avaliação de risco." No contexto, a afirmação não faz alusão ao TEA, mas em seguida declara  que deveria haver uma abordagem dimensional no diagnóstico de TEA. Então, mostra-se preocupante, em princípio, falar de testes de inteligência ali. Tal declaração "inocente", ao nosso juízo, deveria ser retirada do texto. Nada acrescenta e dá margem para mal entendidos futuros.
 "A banalização do diagnóstico psiquiátrico também tem se tornado um vício corriqueiro nos tempos atuais. Contudo, é importante destacar que o uso apropriado dos critérios operacionais requer uma formação clínica aprofundada e um acúmulo significativo de experiência profissional (GUILLBERG, 2011)." O termo diagnóstico psiquiátrico, em princípio, causa-nos grande desconforto. O texto não responde com clareza a uma pergunta que deveria ser abordada: quem (ou quais) é (são) o(s) profissional(is) com habilidade para fazer o diagnóstico?
O seguinte trecho despertou-nos duas preocupações:
"Uma visão estrutural do psiquismo humano possibilita um diagnóstico que aposta em uma lógica e vê funções nas manifestações sintomáticas. Possibilita a oferta, a partir do que os sujeitos indicam, de recursos alternativos às suas condutas repetitivas que lhes isolam ou prolongam suas dificuldades e angústias frente ao laço social. Recomenda-se para que esse processo se dê a contento que os profissionais não se deixem levar por suas primeiras impressões. Deve-se evitar a comunicação precipitada para as famílias sobre uma possível classificação nosográfica do seu filho, sem que esse diagnóstico seja fruto de um processo cuidadoso e compartilhado com as mesmas. (p. 39)
Preocupações: (1) o enfoque psicoafetivo implícito entendimento das "manifestações sintomáticas"; (2) embora concordemos que a comunicação sobre o diagnóstico não deva ser precipitada, não deve demorar tanto (há profissionais que falam em esperar até os 6 anos). O processo diagnóstico, na medida do possível, deveria ser acompanhado de pequenas dicas e orientações aos pais e cuidadores.
Esse capítulo remete ao "Projeto Terapêutico Singular" (PTS), mas não o introduz aqui e oferece poucas as informações a respeito, suas características ou como ele se organiza. "O processo de diagnóstico é o momento inicial da construção do projeto terapêutico singular que será alinhavado a partir das características específicas da família e não apenas das dificuldades ou sinais psicopatológicos da pessoa em questão."
Das páginas 49 a 53 discorre sobre classificação diagnóstica referindo-se ao CID e DSM - IV. No entanto, o DSM-V não está para abandonar esse tipo de classificação? Corre-se o risco de ao publicar um documento já defasado com tais classificações.
Sobre retardo mental (termo defasado) destaca: "Retardo Mental (Deficiência Intelectual): hoje se considera que até três quartos das pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo também têm algum grau e deficiência intelectual." Esse é um tema controverso  e a referência não foi indicada.
Da página 60 a 65 inicia a referência a "aspectos instrumentais", citando Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), Integração sensorial, TEACCH, Acompanhamento terapêutico e aparelhos de alta tecnologia, o que é parcialmente adequado. Por exemplo, integração sensorial não é um aspecto instrumental e nem o TEACCH. CAA e aparelhos de alta tecnologia podem ser considerados instrumentos, já TEACCH é um programa de intervenção com foco psicoeducacional. Falta no documento uma seção para introduzir Intervenções e Terapias. Nesse aspecto, ainda, o documento é insuficiente, não fala sobre abordagens que podem oferecer subsídios para a intervenção, como ABA (Análise Aplicada do Comportamento), DIR/Floortime, Modelo Denver - ESDM (Early Start Denver Model), entre outros. Seria interessante consultar o artigo de revisão da Academia Americana de Pediatria que aborda o manejo de crianças com autismo: Management of children with autism em http://pediatrics.aappublications.org/content/120/5/1162.full.
Falta problematizar que os comprometimentos no TEA variam de pessoa para pessoa, portanto, requer atuação multiprofissional e diferentes enfoques para o tratamento e intervenção, o que pode também variar muito considerando a classificação (autismo sindrômico x não sindrômico), a faixa etária e perfil geral da pessoa que busca atendimento. Os profissionais envolvidos e suas potenciais contribuições não estão descritas. Não se fala de tempo de atendimento – em número de atendimentos (recomenda-se para crianças, no mínimo 20 horas).
Por fim, o texto fala que a atenção é para a pessoa com autismo e sua família; contudo, a família não entra como destinatária de atenção, mas apenas como informante no processo diagnóstico e na construção do Projeto Terapêutico Singular. Nesse sentido, no entanto, seria importante também prover apoio para as famílias.
Instituto Autismo & Vida




[2] Ver divulgações científicas em http://sfari.org/ e Doidge, Norman. O cérebro que se transforma. Rio de Janeiro: Record, 2012. [Capítulos 2 e 3]
[3] “Autism early intervention found to normalize brain activity in children as young as 18 months” * http://www.ucdmc.ucdavis.edu/publish/news/newsroom/7079
[4] Autismo Infantil: tradução e validação da CARS. Disponível em http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/12936/000634977.pdf?sequence=1


Clique abaixo para saber mais sobre a Consulta Pública nº 1 - Ministério da Saúde:
http://www.autismoevida.org.br/2013/02/o-ministerio-da-saude-abre-prazo-30.html